domingo, 2 de dezembro de 2012

Os Poemas da Química Forense


Bem, todo poema é feito devido a algo. Mas os que fiz foram para me manter acordado durante um curso a que assisti. Também, o assunto era química forense, algo que me aguça a curiosidade, porém, saber sobre armas, a diferença entre um revólver e uma pistola e blá, blá, blá... são coisas inúteis para mim. 


 E, assim, não mais eu prestando plena atenção no curso, o papel na carteira e a caneta à mão. Não deu outra: comecei a escrever rapidamente (de forma quase ilegível), tentando acompanhar a velocidade de pensamentos meus. 

Deixo agora Os Poemas da Química Forense para vocês, poemas que me enlouqueceram quando não consegui encontrar o bloquinho de anotações onde foram escritos (desespero assustador).

Sei 

Quanto mais sei,
Mais sei que não sei.
E nesse saber eterno,
Sei, mas não sei;
Não sei e sei!
 talvez não sei por saber
O Não-saber eterno!

Adeus 

Adeus! Tchau! Vá!
Goodbye! Au revoir!
Ciao! Fu! Suma!

Não de ti preciso!
Por mim vivo!
Sei de pé ficar,
Sei de pé sonhar!

Vá! Suma! Desapareça!
Escafeda-se!
Adeus!
Adeus e de lá, lugar teu,
Não voltas tu de lá!

Narcisar 

Eu narciso;
Tu narcisas;
Ele narcisa;
E, assim, nós narcisamos! 

A paixão própria,
Cega e inconsequente!

Ah, que esplêndidas drogas somos!
Narcisos, Narcisos!
Ah, que belas bestas somos!
Narcisos a narcisar!
NARCISOS e nada mais!

Doido 

Não mais Insano do que eu há!
Sou o maior dos Loucos!
Louco de amor, de amor...
Louco, Doido!

Ah, como é bom ser
Pirado, Louco, Doido!
Como bom é ser Doido,
Louco, Insano, Pateta de...
Hm, de Amor! De AMOR!

3 comentários:

  1. Muito bom Hélder....

    Débora

    ResponderExcluir
  2. É sempre bom ver referências bacanas, originais, inteligentes... Adorei o "Fu" do "Adeus".
    Você está escrevendo muito bem :) Parabéns!

    Abraços,
    Lucineide.

    ResponderExcluir