domingo, 23 de dezembro de 2012

Levaste-me



Vi-te ir à penumbra da morta noite e
Minha alma sumira com tua ausência.
Sem ti, minha vida padece em prantos
E meu pensar suicida na inconsciência.

Contigo, levaste face minha contente,
Deixando taciturno o crepúsculo frígido,
Furtando o sorriso infantil que ria
E turvando a água deste meu mar.

A este mar lançaras corpo já delgado meu,
Lançaras alma minha que sem ti não há,
E, subitamente, vi-te ir calmamente.

Deus, por que a levaras com âmago meu?
Padecerei eu assaz até a morte encontrar,
Mas, por que, Deus?

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