terça-feira, 16 de outubro de 2012

Poetizando...




O dicionário Aurélio define poema como “1. Obra em verso ou não, em que há poesia (1). 2. Composição poética de certa extensão, com enredo.”. Como poesia, achamos o seguinte: “1. Arte de criar imagem, de sugerir emoções por meio de uma linguagem em que se combinam sons, ritmos e significados. 2. Composição poética de pouca extensão. 3. Gênero poético. 4. Fig. Caráter que emociona, toca a sensibilidade.”. 

Porém, muito mais que um gênero textual caracterizado pela disposição ou não em versos, que podem ser brancos, livres, metrificados ou rimados, o poema, além de poder apresentar certa sonoridade, pode apresentar o âmago de quem escreve ou representar o mundo em que se vive, dando mais vida às palavras. Palavras estas que dispostas desta forma constituem muito mais que um gênero textual, compõem uma obra de artes escrita, a descrição dos mais belos quadros que já pode o ser humano pintar e idealizar. Por isso, ao vivermos, poetamos, pois o simples fato de viver já é poesia. 

Então, sendo a poesia vida, ela aborda temas diversos: a descrição de um vaso grego, a valorização da natureza, o amor e suas desilusões, feitos heroicos e tudo o que a imaginação humana consegue imaginar, sonhar e devanear. O Amor ou o amor é um tema bastante explorado e eu, amante da Língua Portuguesa, não pude deixar de poetar sobre Ele ou ele (depende de sua concepção).


Soneto de Amor?

Ah, amor meu, meu docinho de coco,
Minh’alma gêmea, meu nenúfar,
Ah, minha coisinha linda, como são belos os dias,
Nos quais, estou a fruir de sua não companhia!

Alegres, vivos e contentes eles são:
Não me deleito do pútrido azul de olhos teus
Nem me delicio do baixo vermelho de boca tua.
Ah, meu bem, não vivo mais os dias de cão!

Agora posso eu sorrir à Lua,
Nestes dias e noites, em que não me procuras.
Ah, meu coração, quanta alegria me faz esta tua não companhia!

Fica e não de mim te aproxima
Nesta vida e na outra (se esta houver),
Para que possa eu sorrir e não mais morrer!


Quando o amor é noite

Amemo-nos nesta sombra que nos põe,
E dancemos nossas sublimes perdições;
E deleitemo-nos de nossos corpos nus
Nesta penumbra alheia nossa que supus.

Se a nós a plácida noite deram,
Que com ela fiquemos, pois!
Mas nem todas as noites plácidas são:
Em algumas, escutaremos os ganidos do cão!
Em outras, emudeceremos nossos corações!

Nesta escuridão, toquemo-nos inseguros,
Porém, vivamos este nosso fulgente amor,
Porém, sintamos a vida nestes dias escuros.

Choremos também nossos prantos,
Comemoremos também as desavenças de nossa união.
Mas não deixemos de contra esta noite lutar,
Pois nosso amor é muito para assim se acabar.

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